REGINA CORREIA

THE PLEASURE OF LEARNING . THE PRIDE OF TEACHING REGINA CORREIA = Uma dádiva . Um encanto . Um Tesouro Cultural e Humano das CPLP para o Mundo. Regina Correia 26 de Julho de 1951 Viseu (atualmente reside em Lisboa) Maria Regina Fernandes Correia nasceu a 26 de Julho de 1951, na pequena aldeia de Sequeiros (Couto de Cima/Torredeita) a 13 km de Viseu. Com oito meses de idade foi para Angola com a mãe, juntar-se ao pai que aí vivia desde os dezasseis anos. Até aos seis anos viveu na Barra do Dande, na Foz do rio Cuanza, numa fazenda de café na Vista Alegre, região dos Dembos, no Norte de Angola e na Quissanga, uma ilhota junto à Ilha do Mussulo, Luanda. Entretanto, veio sozinha para Portugal, para a aldeia onde nascera e aí frequentou a Escola Primária e depois o Liceu, em Viseu. Com dez anos regressou a Angola, em Janeiro de 1962, onde frequentou o Liceu Dª Guiomar de Lencastre, em Luanda. Terminado o ensino liceal, voltou a Lisboa, para iniciar em 1969 os estudos universitários na Faculdade de Letras, tendo concluído a Licenciatura em Filologia Germânica, em 1974. Em Outubro de 1974, de novo em Luanda, já casada, leccionou no Liceu Paulo Dias de Novais, tornando-se mais tarde Secretária de Administração da TAP, fazendo também tradução de notícias para o Jornal “Província de Angola”. Por razões de ordem familiar e da situação de guerra civil que entretanto se vivia em Angola, viajou para Portugal, tendo iniciado a sua carreira de Professora do Ensino Secundário no Liceu de Jaime Moniz, no Funchal, onde nasceu seu único filho, em Abril de 1977. Leccionou ainda no Liceu Alves Martins, de Viseu, integrando depois o corpo docente da Escola Secundária Padre Alberto Neto, de Queluz, no grupo de Inglês e Alemão. Aposentou-se em Janeiro de 2012. Ao longo dos anos foi destacada para assessora da Divisão de Programas e Métodos, da Direcção-Geral do Ensino Secundário, requisitada pela Universidade Aberta, desenvolvendo aí trabalho de investigação na área da sociolinguística em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, tendo também sido requisitada e destacada para leccionar Cursos de Língua e Cultura Portuguesas, na Alemanha, nas áreas consulares de Estugarda (1980-1984 e 1985/86) e Hamburgo (1993- 2007 e 2008/2009). Participou em variadíssimos seminários e acções de formação em França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Luxemburgo e Dinamarca, no âmbito do ensino multicultural e intercultural, da integração de minorias, da condição feminina, do desenvolvimento curricular, da didáctica das Línguas Estrangeiras. Em 1983 gravou um single com alunos portugueses de Heilbronn, RFA, após participação com os mesmos num Festival da Canção Migrante, em Mainz, RFA, tendo-lhes sido atribuído o Prémio do Público. De 1993 a 2011, dedicou-se à divulgação da Cultura Portuguesa e Lusófona, na cidade de Hamburgo, tendo elaborado, coordenado e apresentado diferentes programas literários e musicais, em colaboração com o Museu de Antropologia e de Etnologia de Hamburgo, do Instituto Camões, da Universidade de Hamburgo, da Casa da Literatura, da Associação Cultural Luso-Hanseática, da Missão Católica Portuguesa e do Consulado-Geral de Portugal em Hamburgo. Foi membro do GTP7 (Grupo de Trabalhos para o Desenvolvimento dos Sete Países de Língua Portuguesa) e do Partido MUDAR (Movimento de Unidade Democrática Angolano para a Recontrução), tendo participado na primeira Reunião Multipartidária de Angola, em 1992. Foi-lhe então concedida a nacionalidade angolana. Colaborou no Jornal de Letras com artigos de crítica literária (1991-1993), fez traduções de natureza pedagógico-didáctica e técnico-científica e ainda literária, tendo traduzido em 2010 e 2011 dois livros de autores alemães, para a Editora Estrofes&Versos. Publicou três livros na Universitária Editora: “Os Enteados de Deus” (1990) – ficção, Prémio Revelação da Câmara Municipal do Montijo e APE; “Noite Andarilha” (1999) – poesia; “Uma Borboleta na Cidade” (2000) – ficção. Em Maio de 2012 a Alphabetum Editora publicou o livro de poemas “Sou Mercúrio, Já Fui Água” e reeditou “Noite Andarilha”. O vaivém constante entre Portugal e Angola, na infância e na juventude, faz com que se mova em linhas paralelas, com que se sinta bicultural, filha dos matos lusitanos e simultaneamente dos africanos, sendo a Língua Portuguesa sua verdadeira Pátria, a ponte que continua ligando dois mundos distintos mas convergentes, quer na teia urbana quer na magia do mundo rural. A sua escrita é, pois, marcada pela vida pendular entre os dois países, sendo a prosa e a poesia exemplos vivos de mestiçagem, a nível do imaginário, da linguagem, da sintaxe e do ritmo. É membro nº 1000 da Associação Portuguesa de Escritores.