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Abordar a “Importância de uma educação IB (International Baccalaureate) para os nossos filhos e as Escolas Internacionais, Multiculturais e Multilingues: MADEIRA Multilingual School – Escola da APEL”, foi o objetivo desta conferência.

Após as palavras de boas-vindas da diretora-geral da Madeira Multilingual School, Filipa Ferreira, e do Diretor Pedagógico da Escola da APEL, Gonçalo Faria, seguiram-se as apresentações proferidas pelos oradores convidados.

Francisco Azinhais Santos, consultor internacional e ex-Secretário Regional da Educação no Governo da Região Autónoma da Madeira, conversou sobre “Oportunidades e Desafios para as Crianças e Jovens da Região”, começando por abordar “as características do mundo contemporâneo, como nos encaixamos nele e a necessidade de interação”.

Para este orador “o Mundo deixou de ser conjugado no singular, passando a sê-lo no plural, um mundo que nunca foi homogéneo, mas que só agora se aceita/assume, em pleno, que é heterogéneo, e o que se desdenhava valoriza-se hoje”, acrescentando que “é importante ter essa consciência e que nos preparemos para esse Mundo, um mundo em que se respeita o ”Outro”, em que se valoriza o Diferente, em que se assume que não é o “Igual” (à imagem de quem quer que seja) mas o Único que Complementa os outros Únicos e os respeita, que nos confere Valor!”

Segundo Francisco Azinhais Santos “para que tudo isto seja possível precisamos de uma escola diferente, em termos de substância / conteúdo, mas igualmente (fundamentalmente) na forma (a pedagogia), o que quer dizer professores diferentes, mas também alunos diferentes”, concluindo que “só uma escola que nos prepare para este Mundo de reconhecimento e valorização da diferença e do que é complementar, ou seja, multicultural, logo também multilinguístico, o mesmo é dizer Internacional / Global, em que a dimensão tecnológica é traço fundamental da cultura dessa Escola, permitirá dar resposta às expectativas dos jovens e ao nosso futuro.”

Rick Armstrong, consultor especialista em educação internacional e no ensino IB (International Baccalaureate), começou por falar da sua experiência como professor experiente em IB, educador e pai de estudantes que concluíram este sistema de ensino, explicando de seguida o que é este sistema internacional de ensino fundado em 1968 e que está atualmente presente em mais de 3.500 escolas de 144 países, atingindo um universo de mais de um milhão de estudantes.

Referindo que “o International Baccalaureate (IB) é uma fundação sem fins lucrativos com a missão de criar um mundo melhor através da educação, e que visa o desenvolvimento dos jovens para ajudarem a criar um mundo melhor e mais pacífico através da compreensão intercultural e respeito”, Rick Armstrong explicou que “os programas IB pretendem incentivar os alunos em todo o mundo a entenderem as outras pessoas com suas diferenças”.

“O espírito internacional deste sistema de ensino assenta no multilinguismo, como forma de aprendizagem para a comunicação numa variedade de idiomas, compreensão intercultural, através do reconhecimento e reflexão sobre a perspetiva de cada um, assim como a dos outros, da compreensão da rica herança cultural do mundo, convidando a comunidade a explorar a semelhança humana, a diversidade e a interligação”, acrescentou aquele orador.

A concluir, Rick Armstrong referiu que “o IB trabalha em estreita colaboração com cerca de 2.000 universidades de todo o mundo que reconhecem o diploma IB, algumas das quias oferecem bolsas de estudo e colocação avançada para alunos do IB”.

A concluir o painel de oradores, António Sarmento, Diretor do Colégio Planalto e Presidente da Associação do Ensino Particular e Cooperativo, começou por fazer uma abordagem ao Ensino Particular e Cooperativo em Portugal, o seu enquadramento legal e o contexto histórico.

Na segunda parte da sua apresentação falou da experiência do IB no Colégio Planalto, de que é diretor, referindo que “os currículos da IBO são reconhecidos pela lei portuguesa como equivalentes aos Currículos Nacionais e que todas as universidades portuguesas reconhecem os exames da IBO como equivalentes às Provas Específicas de ingresso no Ensino Superior”, elencando depois as vantagens do IB, nomeadamente “a excelente preparação para o ensino universitário, a preparação mais exigente e abrangente, a criação de um método de trabalho rigoroso, a facilidade de ingresso e condições especiais em universidades estrangeiras, a versatilidade para adaptação ao ideário da escola, o diploma bilingue e o prestígio do ensino internacional, aberto à experiência multicultural”, concluindo que “o IB é, indiscutivelmente, o melhor currículo secundário do mundo.”

No final seguiu-se um breve momento de debate e esclarecimento de questões entre os oradores e a assistência presente no auditório que seguiu a conferência com bastante interesse.